terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Ano novo...=)

Olá :)

Espero que o Natal tenha sido bom e que o senhor de barbas brancas tenha sido generoso convosco :-)

Os Saldos começaram ontem...bem, não começaram em todas as lojas mas em boa parte delas!
Sempre me perguntei porque é que os saldos começam imediatamente após o Natal. Parece que as lojas têm prazer em nos chatear pois compramos um determinado produto dia 23 e no dia 26 ele já está mais barato!

Os saldos são uma estratégia excelente...mas trará mais vantagens a nós, consumidores, ou aos lojistas? Eu creio que traz mais benefícios aos clientes pois podemos adquirir um produto com um desconto bastante generoso. No entanto, e falando por mim, os saldos são também um "monstro" pois "obrigam-me" a comprar coisas que de facto não preciso mas como estão mais baratas...há que aproveitar! Hoje lá fui eu percorrer Santa Catarina à procura de algo que me enchesse as medidas! Como sou esquisita só comprei três artigos...todos com 50% de desconto!

Saldos de Inverno fazem lembrar passagem de ano! Sempre detestei a passagem de ano. Não tenho nenhum motivo especial para este odiozinho mas a verdade é que não entendo a alegria das pessoas por mudarmos de Dezembro para Janeiro! Geralmente, no dia 1 de Janeiro as notícias são sempre as mesmas: o pão vai subir, a água vai aumentar, a luz vai ficar mais cara! Acho que a noite de 31 só serve para nos iludir e nos fazer acreditar que " Este ano é que vai ser pah!!". Ter esperança em algo melhor é bom, faz bem à alma e dá-nos ânimo para continuar a viver...mas sem exageros, por favor!


Feliz 2010 a todos...que no final deste ano possamos dizer que já somos doutores :)

domingo, 20 de dezembro de 2009

Touradas








Hoje decidi trazer para o meu blog uma questão bastante polémica: as touradas. Quem me conhece sabe que sou completamente contra este acto báraro e cruel e também sabe que quando começo a falar disto nunca mais me calo...vou fazer os possíveis para não escrever um texto demasiado longo.


A tourada tem como objectivo ver um corajoso homem lidar com um touro bravo sob o olhar encantado das centenas de pessoas que assistem deliciadas a tão grande façanha. O que muitas pessoas não sabem (ou figem não saber) é o que se passa antes de uma tourada. Os toureiros são, muitas vezes, apelidados de heróis devido à sua impressionante e interminável bravura. No entanto, o toureiro de corajoso e bravo nada tem. Dias antes da tourada, o touro é colocado num recinto fechado e escuro, privado de comida e bebida e ainda é submetido à colocação de pesos exagerados sobre as suas costas. Além da privação de alimento, os animais são obrigados a tomar laxantes, provocando-lhes assim diarreias que levam à sua desidratação. Como se toda esta tortura não bastasse, as pontas dos seus chifres são cerradas, tornando-se sensíveis a qualquer toque e provocando ao animal uma dor inimaginável. Os olhos do touro, antes de entrar na arena, são molhados com um líquido que lhes dificulta a visão. Parece-me, pois, que na hora da tourada o touro se encontra debilitado e incapaz de reagir aos ataques do toureiro. O sofrimento do animal continua na arena através das lanças que são espetadas no corpo do touro debaixo de uma chuva de aplausos vinda das bancadas. O sofrimento só termina quando o animal morre. Em Portugal, não é permitido matar o touro na arena mas a verdade é que o animal sofre até à morte longe dos olhares dos aficionados deste acto vergonhoso. Depois do espectáculo, o touro é abandonado sem que lhe seja prestado qualquer auxílio, agonizando até morrer. Assim sendo, é evidente que a luta que se efectua na arena é desigual e quando isso acontece estamos na presença de um combate desregrado e incorrecto.

Muitos são aqueles que dizem que tourada é cultura mas, na minha opinião, cultura é o conjunto das coisas que contribuem para o enriquecimento intelectual do ser humano. Assistir a um "espectáculo" em que o a tortura é o pratinho do dia não me parece enriquecer intelectualmente quem quer que seja.

As campanhas relativas à luta anti-touradas são ainda escassas em Portugal. Isso acontece porque as organizações que lutam para o fim da tourada são organizações sem fins lucrativos que actuam sem qualquer apoio do Estado. No entanto, é com agrado que vejo que ainda existem algumas instituições que conseguem criar anúncios publicitários.

Em 2007, a Acção Animal, pela mão da BBDO, criou um filme publicitário que passou durante algum tempo nas televisões portugueses. Na minha opinão este spot está perfeito.

Aqui fica o vídeo:




Em 2008, a cantora espanhol Alaska despiu-se para protagonizar uma publicidade anti-tourada. "Deveriam colocar pequenas bandarilhas nas costas dos que falam que o touro não sofre", afirmou Alaska durante a apresentação da campanha.




Todas estas campanhas mostram que o marketing e a publicidade não se aplicam apenas a produtou ou serviços. Ver a publicidade aplicada a causas é a prova de que esta área tem, cada vez, um maior campo de actuação.

Para terminar, queria acrescentar que não acredito que algum dia as touradas seja extintas pois a mentalidade da maioria dos portugueses é ainda muito pequenina e muitos não conseguem entender que os animais, tal como nós, sofrem.


Feliz Natal a todos :)

domingo, 13 de dezembro de 2009

Vampiros e Marketing

Os profissionais do Marketing procuram constantemente uma oportunidade. Uma oportunidade existe quando uma empresa pode colher benefícios se disponibilizar produtos que satisfaçam as necessidades dos consumidores. Ora, nesta época todas as editoras e lojas de livros/filmes encontraram a oportunidade perfeita para promover todo o material sobre vampiros que possuem. Livros, filmes, packs de fãs, posters entre muitas outras coisas relacionadas com vampiros encontram-se nas lojas em locais estratégicos. Começamos com a saga Twilight, seguiu-se uma série de livros relacionados com os "chupadores de sangue", os Morangos com Açúcar seguem a tendência e a SIC já está a produzir uma série de vampiros chamada "Lua Vermelha". Muitos são os que amam, muitos são os que odeiam. Há quem critique os filmes pela fata de conteúdo, pelo excesso de infantilidade do argumento, pela falta de qualidade dos actores, pela influência que têm sobre os adolescentes. Mas a pergunta que me inquieta é :será que toda esta moda de vampiros surgiu como resposta a uma necessidade dos jovens ou foi o Marketing que criou a necessidade de produzir material relacionado com vampiros? Será que havia a necessidade de invadir as salas de cinema com vampiros? Será que se nunca tivesse sido criada a saga Twilight iríamos sentir necessidade de ver um filme com vampiros?

A mim parece-me que esta moda pegou devido a uma excelente campanha publicitária aquando da estreia dos filmes da saga Twilight. Além dos inúmeros outdoors colocados nas paragens do Metro e autocarros, além da publicidade no MSN e Youtube, várias marcas uniram-se à "causa" e promoveram os filmes. A cadeia Burger King criou packs promocionais com imagens dos filmes, a Volvo promoveu os filmes no seu site (a personagem principal guia um Volvo) e a Kia Motors criou um modelo de carro especial para o mercado espanhol chamado "Luna Nueva". Fiquei também surpreendida por descobrir que o target do filme são as mulheres dos 18 aos 54 anos. Sempre pensei que esta saga tinha sido criada a pensar principlamente nas adolescentes até aos 16 anos, pois esse é o público que mais aderiu à moda.

Para terminar,resta-me acrescentar que penso que toda esta febre de vampiros tem os seus dias contados. Não tenho dúvidas de que em 2010 alguém criará uma nova necessidade e os vampiros ficarão obsoletos!

domingo, 6 de dezembro de 2009

A importância do Blog

Hoje, entre outras coisas, vou falar-vos sobre a experiência de ter um blog, tal como foi sugerido pela professora Anabela. Sempre considerei que ter um blog era interessante, cheguei a ter vários mas "morriam" ao fim de dois posts. Desta vez, sendo o blog uma componente da avaliação, não o posso deixar morrer. O que é certo, é que actualizar o blog semanalmente não está a ser uma tarefa muito complicada porque não faltam assuntos pertinentes e interessantes sobre os quais escrever. Ter um blog é uma oportunidade óptima de mostrarmos aos outros os nossos pensamentos, partilharmos opiniões, ensinarmos e aprendermos. Além de ser barato e fácil de criar, o blog é um meio rapidíssimo de informação. Claro que um blog sem comentários é triste e vazio. Eu quando escrevo gosto de saber que houve pelo menos uma pessoa que leu oo que eu escrevi. O feedback é importantíssimo num blog, pois dá ânimo ao seu autor. Quero, por isso, agradecer a todas as pessoas que comentam o meu blog :)


Agora, vou falar-vos sobre o trabalho que o meu grupo apresentou na 2ª feira. A publicidade é uma área que me agrada. Fazer o trabalho da Febreze deu ao meu grupo imenso trabalho mas também imenso prazer! Foi muito divertido fazer a filmagem do anúncio para a TV, no qual contámos com a participação da Irena (aluna Erasmus) que já está perfeitamente adaptada a nós e contribuiu com excelentes ideias!

Ao longo desta semana, terminámos a primeira entrega do plano de Marketing. Posso dizer, em nome do grupo, que este trabalho é um dos mais exigentes e esgotantes que já fizemos. Ficámos contentes com o resultado final, esperemos que a professora também :P


Deixo-vos uma foto do nosso grupo de MKT que espelha a alegria que foi fazer o trabalho da Febreze!




Até para a semana!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Gripe A - Razões de alarme ou puro Marketing?

A gripe A tem sido presença assídua e omnipresente nas nossas vidas desde Abril. Começou como uma suspeita de um possível vírus e, agora, encontra-se perto da pandemia. A imagem de pessoas a usar desinfectantes cada vez que tocam em algo já é familiar, a imagem de pessoas que fogem de outras pessoas só porque estas últimas espirraram ou tossiram é constante, ver livros sobre a gripe A na FNAC também já é algo rotineiro.
Não vou dizer que a Gripe A não me assusta pois é evidente que uma grande epidemia como esta deixa-nos sempre em alerta. Ainda por cima, sou hipocondríaca e tenho que confessar que já tive algumas crises hipocondríacas à custa da gripe A. No entanto, considero que se criou um exagero muito grande à volta disto. A gripe A mata? Sim. A gripe sazonal mata? Sim. No fundo, qualquer gripe mal curada mata, a diferença é que esta tem um nome mais assustador uma vez que escolheram a primeira letra do alfabeto para a baptizar o que me leva a pensar que esta possa apenas ser a primeira de muitas gripes que só terminarão quando chegarmos ao Z.
Mais do que uma grande epidemia, a gripe A é uma magnífica oportunidade de Marketing. As farmácias estão a vender como nunca os seus remédios para a gripe, já há imensos livros sobre como combater a gripe A, os supermercados foram desenterrar os seus desinfectantes e colocaram-nos em sítios estratégicos, as máscaras faciais estão a vender como pãezinhos quentes… os telejornais ocupam grande parte do seu tempo a tratar da gripe A e sempre que alguém morre lá vem a notícia com honras de abertura..é engraçado que ninguém fala das centenas de pessoas que já tiveram a gripe A e continuaram com as suas vidas normais...
Outra questão que tem causado polémica tem sido a vacina: tomar ou não tomar, eis a questão. Há quem diga que só estando vacinada é que uma pessoa tem probabilidades de escapar à gripe, há outros, porém, que dizem que a vacina é nada mais que uma estratégia de Marketing para os seus fabricantes obterem lucro.
O que é certo é que o povo português é muito alarmista pois qualquer pessoa que espirre é mandada imediatamente para casa e o melhor é isolar-se do resto do mundo. Quer-me parecer, pois, que qualquer sintoma de gripe é logo diagnosticado como gripe A…por este andar as ruas do nosso país vão andar desertas pois o frio está a começar a fazer sentir-se e as gripes sazonais surgem sempre nesta altura.

Resumindo, posso dizer que neste momento estou alerta quanto a qualquer sintoma que me possa aparecer mas quero manter a minha sanidade mental e não quero entrar em pânico por causa da gripe!

sábado, 21 de novembro de 2009

É lógico, pá!

O meu nome é Andreia. Há seis meses atrás eu era a Andreia. Daqui a seis meses eu serei a Andreia. É lógico. Sim, é lógico que os nomes não mudam no espaço de seis meses. Haverá, porém, necessidade de transpor toda esta lógica tão lógica para um anúncio publiciário? Eu acho que não. Há seis meses achava que não. Tenho a certeza que daqui a seis meses acharei que não. Há coisas que nunca mudam. Por este andar, o meu ódio de estimação pelos anúncios publicitários do Pingo Doce também não vai mudar. Nem daqui a seis meses. Mas há seis meses atrás eu não odiava o Pingo Doce. Afinal, há coisas que mudam. O Pingo Doce mudou de agência e deu nisto. Mais valia não ter mudado.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A Popota voltou!

Depois de uma chegada triunfante em 2008 em que encheu os Modelos do nosso país e teve ainda o privilégio de cantar ao lado de Tony Carreira, eis que a nossa amiga Popota está de volta. Mais sexy e atrevida que no ano passado, a Popota mostra às criancinhas que basta um pouco de sucesso para se ganhar uma fortuna e poder viajar à volta do Mundo! A nossa hipopótama cor-de-rosa dança ao som dos Buraca Som Sistema acompanhada das suas companheiras. A música do anúncio fica facilmente no ouvido e o "Wegue Wegue" inicial aloja-se na nossa cabeça e torna-se difícil tirá-lo de lá!
Em termos de Marketing, acho que esta campanha tem tudo para resultar. O objectivo principal é vender os novos livros das Receitas da Popota e depois de levar com doses astronómicas deste anúncio mais entrar no Modelo e ver a criatura por todo o lado, o difícil é conseguir resistir e não comprar o dito livro. Em termos de produção, o anúncio está perfeito. Em termos de conteúdo, está fútil pois a mensagem que transmite é a do consumismo e, sendo este anúncio dirigido a crianças, deveria haver um maior cuidado na escolha da mensagem a transmitir. O que é certo é que o Modelo quer vender. Seja a crianças ou velhinhos, o objectivo é obter lucro. No processo de comunicação o elemento mais importante é o receptor (como aprendemos hoje na aula) por isso toda a mensagem tem que ser pensada e transmitida de modo a chegar ao seu destino sem nenhum nível de ruído. Apesar de eu achar que o Modelo "deseduca" de certo modo as crianças com este anúncio, a verdade é que a mensagem foi criada a pensar nos mais pequenos: juntou-se uns bonecos coloridos, uma música animada e fácil de decorar, uns cenários bonitos e eis que está pronta a receita perfeita. Não tenho dúvidas que este ano a venda de brinquedos no Modelo vai subir.
E, agora, deixo-vos o vídeo do momento!
(a nossa ponte D. Luís marca presença no vídeo :P)


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Reflexão Semanal :)

Boa noite!!

Este semana foi maus curta, visto que hoje não tivemos aulas devido ao ISCULTURAP.
Na segunda-feira apresentámos o trabalho relativo ao mercado dos produtos de beleza femininos. Acima de tudo, aprendi que os consumidores deste mercado se dividem em dois grandes grupos: os consumidores banais e os consumidores requintados. Os primeiros procuram produtos realmente necessários ao cuidade da sua pele (after-shave e hidratantes) e compram em supermercados e farmácias. Os segundos são homens com gostos mais refinados (e, na minha opinião, mais estranhos) pois dirigem-se a lojas da especialidade como a BioTherm e, além dos produtos procurados pelos consumidores banais, compram maquilhagem, bronzeadores e outras coisas que nunca me passou pela cabeça que um homem poderia usar.

Neste momento, temos em mãos um outro trabalho relacionado com o produto. Está a ser muito interessante desenvolvê-lo e posso adiantar que o meu grupo vai apresentar um trabalho muito delicioso ;)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Vivemos enclausurados numa caixa de vidro

“Vivemos enclausurados numa caixa de vidro”
Actualmente, a comunicação tornou-se mais fácil entre as pessoas. Todos têm telemóveis, Internet, webcam e serviços de mensagens instantâneas. Mas será que comunicar mais facilmente significa comunicar melhor?
Se há uns anos atrás, as pessoas da vizinhança simbolizavam uma espécie de segunda família, hoje, uma grande parte das pessoas não conhece os seus vizinhos. Antigamente, os amigos e familiares que não se viam há muito tempo encontravam-se e passavam longas horas a partilhar histórias e a contar novidades. Hoje, tudo se conta por SMS e quando os amigos estão juntos pouco ou nada têm para dizer. Se há duas décadas atrás, era necessário ir ao quiosque comprar um jornal para ficar a par da actualidade, hoje, basta aceder a um site de notícias e recebemos “quilos” de actualizações. Se há dez anos atrás, as pessoas que iam juntas no metro ou no comboio iam a conversar, hoje, vão sentadas com a cabeça inclinada para um telemóvel. Se antigamente ir ao cinema era um dia de festa porque significava uma saída com amigos, hoje em dia, é mais fácil ver um filme pirateado da Internet. Se há uns meros três anos, só era possível aceder à Internet de um computador fixo ligado a um modem, hoje, é possível aceder à Internet em qualquer lugar. Se há meia dúzia de anos, as conversas entre crianças do ensino básico se centravam em Barbies e pistas de carros, hoje, todas as conversas têm como tema o computador Magalhães. Há uns anos, as pessoas que se encontravam em apuros na rua eram socorridas por qualquer transeunte. Hoje, todos temem todos porque recebemos no e-mail avisos de pedófilos que andam à solta, raptores de crianças que andam por aí e assaltantes que colocam símbolos estranhos nos nossos carros. Se antes, ir de férias significava um desligamento do mundo do trabalho, hoje, é “obrigatório” levar um portátil com acesso à Internet para a praia.
Parece-me, pois, que apesar de ser mais fácil comunicar, as pessoas deterioraram a sua própria comunicação. Uma grande parte do dia do ser humano é passada em frente a um telemóvel ou a um computador. Na minha opinião, as pessoas vivem fechadas na sua própria bolha de isolamento pois têm medo de se dar a conhecer ao próximo se isso significar um contacto frente-a-frente. Tudo isto acontece porque, segundo me parece, toda a sociedade trabalha no sentido de tornar o ser humano numa espécie animal solitária. Senão vejamos: hoje, quem não sabe trabalhar em computadores é visto como um animal raro; hoje, quem não tem telemóvel é encarado como um anti-social; hoje, o teletrabalho tem vindo a ganhar destaque; hoje, as pessoas já não se encontram pessoalmente porque falar pela webcam é suficiente; hoje, é possível fazer compras pela Internet, evitando assim a socialização e, por fim, hoje, devido à ameaça da gripe A, há pessoas que evitam aproximar-se de outras pessoas.
Para concluir, resta-me acrescentar que toda esta evolução tecnológica e incentivo ao isolamento me assusta. O ser humano não pode esquecer que é um animal que nasceu para viver em sociedade!

sábado, 31 de outubro de 2009

Reflexão Semanal

Boa noite :)
Cá estou eu, de novo, para falar um pouquinho da minha semana :)
Esta semana, nas aulas de Comunicação de Marketing, falamos, entre outras coisas, sobre o comportamento do consumidor. É engraçado verificar que a decisão de compra envolve, geralmente, uma série de etapas, sendo a última a compra de algo. No nosso dia-a-dia, não reparamos que comprar envolve sempre uma escolha, isto é, compramos o produto A em detrimento do produto B. Por vezes, essa decisão tem que ver com a marca de cada um dos produtos, com as suas características ou até com razões inexplicáveis. Quando vamos ao supermercado comprar um pacote de leite, o grau de dificuldade em tomar uma decisão é reduzido mas quando se trata de um telemóvel, por exemplo, já é necessária uma escolha pensada e demorada para que a decisão seja a mais acertada.
Temos em mãos, neste momento, um trabalho sobre o comportamento do consumidor no mercado de beleza masculina. O objectivo deste trabalho é saber o estado do mercado através de inquéritos a pessoas inseridas no meio. O meu grupo decidiu começar por entrevistar vendedores destes produtos e é fantástico verificar como em tão poucos anos este mercado teve um "boom" tão grande! De seguida, entrevistámos pessoas do sexo masculino e algumas das respostas foram surpreendentes. As conclusões a que o meu grupo chegou serão apresentadas na próxima segunda-feira :)
Todo este trabalho me fez pensar na relação que existe entre o mercado e o consumidor. Antes de iniciar o curso de Comunicação Empresarial, não pensava nestas coisas nem me dava conta que, em alguns sectores do mercado, não passo de uma marioneta que se move ao sabor dos ventos da mudança. Quando eu era pequenina, ainda não havia a febre dos telemóveis. Na verdade, ninguém sentia falta de estar em contacto com o "Mundo" 24 horas por dia. Hoje, ninguém é capaz de viver sem telemóvel. Neste caso, penso que foi o mercado que moldou as necessidades do consumidor e não o contrário. E se, de repente, o mercado decidisse deixar de produzir telemóveis? Seriamos capazes de voltar a viver sem aquele pequeno aparelho que nos permite falar com quem quer que queiramos através de um simples telefonema?

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Resumo da semana

Boa noite! :)
Cá estou eu para fazer um breve resumo de tudo o que se passou esta semana nas aulas de Marketing!
Na segunda-feira começamos por resolver um exercício sobre o IKEA. Nesse trabalho, que foi feito em grupo, tive o meu primeiro contacto com um aluno Erasmus. A menina que está no meu grupo chama-se Irena, tem 22 anos e é da República Checa. Nunca pensei conseguir manter uma conversa em inglês com alguém mas, o que é certo, é que as conversas com a Irena já vão longas! Apesar de sermos de países diferentes, de falarmos línguas diferentes, mas ambas falarmos um inglês um tanto ou quanto manhoso, está a ser suficiente para que a comunicação siga no bom caminho!
Na 4ª feira apresentamos uns pequenos trabalhos sobre a análise do micro e macro ambiente, tendo como base uma determinada empresa. O meu grupo escolheu a Vodafone (que também existe na República Checa, mas, segundo a Irena, é muito cara!) e, com este trabalho, percebemos o quão importante é a empresa trabalhar no sentido de se adaptar às condições do meio em que está inserida.
Na aula de hoje, falamos sobre o comportamento do consumidor e tudo aquilo que a empresa deve fazer para deixá-lo satisfeito. Na minha opinião, uma empresa deve actuar sempre em função dos interesses da sociedade em que está inserida. Deve também fazer de tudo para manter os seus actuais clientes, como por exemplo, apostar numa política de continuidade de modo a não defraudar as expectativas que estes têm em relação a si. Enquanto consumidora, eu dou valor a aspectos como a qualidade, a inovação, o respeito e a preocupação que a empresa tem em relação à sociedade e ao meio-ambiente.
Para concluir, posso dizer que o mais positivo desta semana foi a relação que se está a criar entre nós e a aluna checa. É bom comparar culturas, aprender palavras de outra língua, partilhar experiências e aprender algo com alguém que vem de um sítio tão diferente de Portugal!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Quando a morte é sinónimo de Marketing...

Mickael Jackson, o rei da Pop, morreu em Junho. Já tinha "morrido" para muitos, pois poucos acreditavam que ele poderia voltar a ser o fenómeno que fora nos anos 80. Poucas horas após a sua morte, os tops dos discos mais vendidos eram liderados por ele. Que estranho fenómeno é este que faz com que uma pessoa tenha mais êxito morta do que viva? Tudo isto é marketing. Após as primeiras notícias que anunciavam a morte do 'rei', todas as lojas devem ter ido aos recantos mais poeirentos dos seus armazéns 'desenterrar' todo o material de Mickael Jackson. Durante os primeiros tempos após o desaparecimento deste cantor tão controverso, todas as FNAC's, Wortens e lojas de CD's estavam equipadas com 'artilharia' com o símbolo MJ. O que é certo, é que em poucos dias, Mickael Jackson vendeu mais do que nos últimos 15 anos.
Há pessoas que perdem o estatuto de pessoa e passam a ser vistas um produto. Mickael Jackson era um desses casos. Agora vem aí o filme This it It, que chega às salas de cinema dia 28 deste mês. São prometidas imagens nunca antes vistas e afirmam que quem assistir ao filme irá conhecer um homem que nunca ninguém conheceu.
A mim faz-me bastante impressão continuarem a usar a imagem de uma pessoa que já não se encontra neste Mundo para obter lucro. Mas Marketing é isto mesmo. Não basta escolher o público certo, importa também escolher o momento oportuno.
E hoje deixo-vos uma das melhores músicas alguma vez feitas.
Mickael Jackson - They don't care about us


domingo, 18 de outubro de 2009

Campanha do Pingo Doce

Nos últimos dias, fui ouvindo repetidas vezes uma música irritante que passava na rádio. Como às 7 horas da manhã ainda estou bastante ensonada não conseguia perceber se aquilo era uma música a sério ou se faria parte de uma campanha publicitária. Há cerca de dois dias, vi a nova campanha do Pingo Doce na TV e eis que a música irritante surge.
O Pingo Doce tem o dom de me irritar através das suas campanhas publicitárias. Primeiro foi aquela coisa das figuras públicas virem dizer "sem cartões, descontões ou outras complicações" e eu pensei, muito sinceramente, que eles não pudiam fazer nada pior. Mas afinal conseguiram. Através de uma campanha com duração de 1.30 min em que se vão sucedendo várias imagens de Portugal, de funcionários do supermercado que surgem atrás das alfaces ou que desaparecem por entre garrafas de vinho, a única coisa que me passa pela cabeça é proibir a minha mãe de fazer compras no Pingo Doce. E os clichets da campanha? O sol a nascer, as imagens dos monumentos mais emblemáticos de Portugal, o senhor idoso com a bandeira nacional atrás, as imagens da frutinhas e dos enchidos...entre muitas outras coisas. A música é irritante e tem frases bastante absurdas mas a verdade é que fica na cabeça e, às vezes, dou por mim a trautear "vou ao Pingo Doce de Janeiro a Janeiro"!
Uma boa campanha deve ser curta, memorável e original. Às vezes basta uma frase ou uma imagem (pense-se nas campanhas da Vodafone e SuperBock) e o trabalho fica completo.
Ao pesquisar na Internet sobre a campanha, deparei-me com um grupo no Facebook intitulado "Gente que não grama o Pingo Doce do Duda" (Duda é a agência responsável por esta publicidade do PD). Este grupo já conta com quase 1000 seguidores e as críticas à publicidade vão-se multiplicando. Fiquei aterrorizada quando descobri que existem mais 18 filmes publicitários dentro da mesma linha.
Penso que esta campanha de marketing está mesmo muito mal conseguida pois parece uma viagem ao passado. Nos tempos que correm, as agências têm obrigação de fazer coisas melhores e capazes de cativar o público .
Boa ou má, o que é certo é que esta campanha está a dar que falar e como dizia o outro "Bem ou mal, o que interessa é que falem".
Aqui está o link do vídeo da publicidade:

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Aulas de Mktng


Após o meu primeiro post, em que pouco ou nada disse, cá estou eu de novo e, desta vez, para falar um pouco mais de mim e das aulas de Comunicação de Marketing.

Marketing é um tema que me agrada e estou com as expectativas altas em relação a esta disciplina. A desilusão chegou quando a professora anunciou que as aulas seriam dadas em inglês devido ao facto de termos uma série de estudantes Erasmus na nossa turma. Não tenho nada contra alunos Erasmus…tenho sim contra a língua inglesa! Um dos maiores ‘desgostos’ da minha vida é estudar esta língua há quase 10 anos e não conseguir manter uma conversa direitinha em inglês. Parece que este ano tenho que desenferrujar a minha língua de vez, senão sou apenas uma espectadora das aulas e não posso “meter a colherada” quando me apetecer!

Na primeira aula do ano, a nossa professora apresentou-se de uma forma bastante simples e ao mesmo tempo muito original. Através de desenhos no quadro deu a conhecer um pouco de si mesma quebrando assim a barreira que teimam em criar entre alunos e professores.
Depois da inesperada apresentação da professora Anabela, foi tempo de os alunos se apresentarem também, usando a criatividade que existe em cada um de nós e dando asas à imaginação.
Foi engraçado conhecer um pouco de algumas pessoas com quem tenho pouco contacto mas, acima de tudo, foi bom ver a apresentação dos alunos Erasmus. É fascinante ver a coragem deles ao virem para um país estrangeiro e terem que abrir um pouco do livro das suas vidas para dezenas de estranhos.

Esta viagem pelas vidas de cada um de nós fez-me pensar na minha própria vida. Há dois anos entrei no ISCAP, com um misto de alegria e desilusão pois esta era a minha 2ª opção e o que eu queria mesmo era ter seguido Jornalismo. Agora, já estou no 3º ano. Sinto que os dois anos em que estou aqui passaram a voar e, neste momento, sinto-me insegura e pessimista quanto ao meu futuro. O medo de falhar neste ano tão importante persegue-me todos os dias e a aproximação do final disto tudo também me assusta. Entrei no ISCAP com uma mão cheia de sonhos, cheia de vontade de comunicar e aprender. Não vou dizer que me encontro totalmente satisfeita com este curso mas posso dizer que gosto de estudar Comunicação Empresarial. Além da minha licenciatura, vou levar comigo uma série de boas recordações que ficarão sempre guardadas num cantinho especial.

Hoje, finalmente, entramos no programa de Marketing e não poderia ter corrido melhor. Em várias alturas gostaria de ter participado e contribuído para as pequenas discussões que se geraram mas a verdade é que a minha língua teima em não querer trabalhar quando o idioma é o inglês! Hoje falamos sobre o conceito de Marketing. E o que é o Marketing? Acho que todos sabem dizer que sabem o que é o Marketing mas na hora da verdade poucos são aqueles que o sabem definir. Para mim, o Marketing é uma ferramenta crucial e indispensável no mundo empresarial que serve, entre outras coisas, para despertar os desejos escondidos em cada consumidor. Mas, definir a palavra Marketing é como tentar definir a palavra amor: todos têm uma percepção diferente e uma palavra a dizer!

Fiquei bastante curiosa e ansiosa pelas próximas aulas pois tenho muita vontade de aprender e também de comunicar mas para isso tenho que me convencer que falar inglês é obrigatório!

Despeço-me pois o testamento já vai longo!

Até ao próximo post!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Bem-vindos!

Olá a todos.
O meu nome é Andreia Rocha e sou estudante de Comunicação Empresarial no ISCAP. Este blog surge no âmbito da disciplina de Comunicação de Marketing e espero receber muitas visitas e conseguir com que quem lê os meus textos aprenda mais um bocadinho. Acima de tudo, quero que critiquem e opinem sobre aquilo que escrevo e publico.
Até ao próximo post!