A gripe A tem sido presença assídua e omnipresente nas nossas vidas desde Abril. Começou como uma suspeita de um possível vírus e, agora, encontra-se perto da pandemia. A imagem de pessoas a usar desinfectantes cada vez que tocam em algo já é familiar, a imagem de pessoas que fogem de outras pessoas só porque estas últimas espirraram ou tossiram é constante, ver livros sobre a gripe A na FNAC também já é algo rotineiro.
Não vou dizer que a Gripe A não me assusta pois é evidente que uma grande epidemia como esta deixa-nos sempre em alerta. Ainda por cima, sou hipocondríaca e tenho que confessar que já tive algumas crises hipocondríacas à custa da gripe A. No entanto, considero que se criou um exagero muito grande à volta disto. A gripe A mata? Sim. A gripe sazonal mata? Sim. No fundo, qualquer gripe mal curada mata, a diferença é que esta tem um nome mais assustador uma vez que escolheram a primeira letra do alfabeto para a baptizar o que me leva a pensar que esta possa apenas ser a primeira de muitas gripes que só terminarão quando chegarmos ao Z.
Mais do que uma grande epidemia, a gripe A é uma magnífica oportunidade de Marketing. As farmácias estão a vender como nunca os seus remédios para a gripe, já há imensos livros sobre como combater a gripe A, os supermercados foram desenterrar os seus desinfectantes e colocaram-nos em sítios estratégicos, as máscaras faciais estão a vender como pãezinhos quentes… os telejornais ocupam grande parte do seu tempo a tratar da gripe A e sempre que alguém morre lá vem a notícia com honras de abertura..é engraçado que ninguém fala das centenas de pessoas que já tiveram a gripe A e continuaram com as suas vidas normais...
Outra questão que tem causado polémica tem sido a vacina: tomar ou não tomar, eis a questão. Há quem diga que só estando vacinada é que uma pessoa tem probabilidades de escapar à gripe, há outros, porém, que dizem que a vacina é nada mais que uma estratégia de Marketing para os seus fabricantes obterem lucro.
O que é certo é que o povo português é muito alarmista pois qualquer pessoa que espirre é mandada imediatamente para casa e o melhor é isolar-se do resto do mundo. Quer-me parecer, pois, que qualquer sintoma de gripe é logo diagnosticado como gripe A…por este andar as ruas do nosso país vão andar desertas pois o frio está a começar a fazer sentir-se e as gripes sazonais surgem sempre nesta altura.
Resumindo, posso dizer que neste momento estou alerta quanto a qualquer sintoma que me possa aparecer mas quero manter a minha sanidade mental e não quero entrar em pânico por causa da gripe!
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
sábado, 21 de novembro de 2009
É lógico, pá!
O meu nome é Andreia. Há seis meses atrás eu era a Andreia. Daqui a seis meses eu serei a Andreia. É lógico. Sim, é lógico que os nomes não mudam no espaço de seis meses. Haverá, porém, necessidade de transpor toda esta lógica tão lógica para um anúncio publiciário? Eu acho que não. Há seis meses achava que não. Tenho a certeza que daqui a seis meses acharei que não. Há coisas que nunca mudam. Por este andar, o meu ódio de estimação pelos anúncios publicitários do Pingo Doce também não vai mudar. Nem daqui a seis meses. Mas há seis meses atrás eu não odiava o Pingo Doce. Afinal, há coisas que mudam. O Pingo Doce mudou de agência e deu nisto. Mais valia não ter mudado.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
A Popota voltou!
Depois de uma chegada triunfante em 2008 em que encheu os Modelos do nosso país e teve ainda o privilégio de cantar ao lado de Tony Carreira, eis que a nossa amiga Popota está de volta. Mais sexy e atrevida que no ano passado, a Popota mostra às criancinhas que basta um pouco de sucesso para se ganhar uma fortuna e poder viajar à volta do Mundo! A nossa hipopótama cor-de-rosa dança ao som dos Buraca Som Sistema acompanhada das suas companheiras. A música do anúncio fica facilmente no ouvido e o "Wegue Wegue" inicial aloja-se na nossa cabeça e torna-se difícil tirá-lo de lá!
Em termos de Marketing, acho que esta campanha tem tudo para resultar. O objectivo principal é vender os novos livros das Receitas da Popota e depois de levar com doses astronómicas deste anúncio mais entrar no Modelo e ver a criatura por todo o lado, o difícil é conseguir resistir e não comprar o dito livro. Em termos de produção, o anúncio está perfeito. Em termos de conteúdo, está fútil pois a mensagem que transmite é a do consumismo e, sendo este anúncio dirigido a crianças, deveria haver um maior cuidado na escolha da mensagem a transmitir. O que é certo é que o Modelo quer vender. Seja a crianças ou velhinhos, o objectivo é obter lucro. No processo de comunicação o elemento mais importante é o receptor (como aprendemos hoje na aula) por isso toda a mensagem tem que ser pensada e transmitida de modo a chegar ao seu destino sem nenhum nível de ruído. Apesar de eu achar que o Modelo "deseduca" de certo modo as crianças com este anúncio, a verdade é que a mensagem foi criada a pensar nos mais pequenos: juntou-se uns bonecos coloridos, uma música animada e fácil de decorar, uns cenários bonitos e eis que está pronta a receita perfeita. Não tenho dúvidas que este ano a venda de brinquedos no Modelo vai subir.
E, agora, deixo-vos o vídeo do momento!
(a nossa ponte D. Luís marca presença no vídeo :P)
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Reflexão Semanal :)
Boa noite!!
Este semana foi maus curta, visto que hoje não tivemos aulas devido ao ISCULTURAP.
Na segunda-feira apresentámos o trabalho relativo ao mercado dos produtos de beleza femininos. Acima de tudo, aprendi que os consumidores deste mercado se dividem em dois grandes grupos: os consumidores banais e os consumidores requintados. Os primeiros procuram produtos realmente necessários ao cuidade da sua pele (after-shave e hidratantes) e compram em supermercados e farmácias. Os segundos são homens com gostos mais refinados (e, na minha opinião, mais estranhos) pois dirigem-se a lojas da especialidade como a BioTherm e, além dos produtos procurados pelos consumidores banais, compram maquilhagem, bronzeadores e outras coisas que nunca me passou pela cabeça que um homem poderia usar.
Neste momento, temos em mãos um outro trabalho relacionado com o produto. Está a ser muito interessante desenvolvê-lo e posso adiantar que o meu grupo vai apresentar um trabalho muito delicioso ;)
Este semana foi maus curta, visto que hoje não tivemos aulas devido ao ISCULTURAP.
Na segunda-feira apresentámos o trabalho relativo ao mercado dos produtos de beleza femininos. Acima de tudo, aprendi que os consumidores deste mercado se dividem em dois grandes grupos: os consumidores banais e os consumidores requintados. Os primeiros procuram produtos realmente necessários ao cuidade da sua pele (after-shave e hidratantes) e compram em supermercados e farmácias. Os segundos são homens com gostos mais refinados (e, na minha opinião, mais estranhos) pois dirigem-se a lojas da especialidade como a BioTherm e, além dos produtos procurados pelos consumidores banais, compram maquilhagem, bronzeadores e outras coisas que nunca me passou pela cabeça que um homem poderia usar.
Neste momento, temos em mãos um outro trabalho relacionado com o produto. Está a ser muito interessante desenvolvê-lo e posso adiantar que o meu grupo vai apresentar um trabalho muito delicioso ;)
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Vivemos enclausurados numa caixa de vidro
“Vivemos enclausurados numa caixa de vidro”
Actualmente, a comunicação tornou-se mais fácil entre as pessoas. Todos têm telemóveis, Internet, webcam e serviços de mensagens instantâneas. Mas será que comunicar mais facilmente significa comunicar melhor?
Se há uns anos atrás, as pessoas da vizinhança simbolizavam uma espécie de segunda família, hoje, uma grande parte das pessoas não conhece os seus vizinhos. Antigamente, os amigos e familiares que não se viam há muito tempo encontravam-se e passavam longas horas a partilhar histórias e a contar novidades. Hoje, tudo se conta por SMS e quando os amigos estão juntos pouco ou nada têm para dizer. Se há duas décadas atrás, era necessário ir ao quiosque comprar um jornal para ficar a par da actualidade, hoje, basta aceder a um site de notícias e recebemos “quilos” de actualizações. Se há dez anos atrás, as pessoas que iam juntas no metro ou no comboio iam a conversar, hoje, vão sentadas com a cabeça inclinada para um telemóvel. Se antigamente ir ao cinema era um dia de festa porque significava uma saída com amigos, hoje em dia, é mais fácil ver um filme pirateado da Internet. Se há uns meros três anos, só era possível aceder à Internet de um computador fixo ligado a um modem, hoje, é possível aceder à Internet em qualquer lugar. Se há meia dúzia de anos, as conversas entre crianças do ensino básico se centravam em Barbies e pistas de carros, hoje, todas as conversas têm como tema o computador Magalhães. Há uns anos, as pessoas que se encontravam em apuros na rua eram socorridas por qualquer transeunte. Hoje, todos temem todos porque recebemos no e-mail avisos de pedófilos que andam à solta, raptores de crianças que andam por aí e assaltantes que colocam símbolos estranhos nos nossos carros. Se antes, ir de férias significava um desligamento do mundo do trabalho, hoje, é “obrigatório” levar um portátil com acesso à Internet para a praia.
Parece-me, pois, que apesar de ser mais fácil comunicar, as pessoas deterioraram a sua própria comunicação. Uma grande parte do dia do ser humano é passada em frente a um telemóvel ou a um computador. Na minha opinião, as pessoas vivem fechadas na sua própria bolha de isolamento pois têm medo de se dar a conhecer ao próximo se isso significar um contacto frente-a-frente. Tudo isto acontece porque, segundo me parece, toda a sociedade trabalha no sentido de tornar o ser humano numa espécie animal solitária. Senão vejamos: hoje, quem não sabe trabalhar em computadores é visto como um animal raro; hoje, quem não tem telemóvel é encarado como um anti-social; hoje, o teletrabalho tem vindo a ganhar destaque; hoje, as pessoas já não se encontram pessoalmente porque falar pela webcam é suficiente; hoje, é possível fazer compras pela Internet, evitando assim a socialização e, por fim, hoje, devido à ameaça da gripe A, há pessoas que evitam aproximar-se de outras pessoas.
Para concluir, resta-me acrescentar que toda esta evolução tecnológica e incentivo ao isolamento me assusta. O ser humano não pode esquecer que é um animal que nasceu para viver em sociedade!
Actualmente, a comunicação tornou-se mais fácil entre as pessoas. Todos têm telemóveis, Internet, webcam e serviços de mensagens instantâneas. Mas será que comunicar mais facilmente significa comunicar melhor?
Se há uns anos atrás, as pessoas da vizinhança simbolizavam uma espécie de segunda família, hoje, uma grande parte das pessoas não conhece os seus vizinhos. Antigamente, os amigos e familiares que não se viam há muito tempo encontravam-se e passavam longas horas a partilhar histórias e a contar novidades. Hoje, tudo se conta por SMS e quando os amigos estão juntos pouco ou nada têm para dizer. Se há duas décadas atrás, era necessário ir ao quiosque comprar um jornal para ficar a par da actualidade, hoje, basta aceder a um site de notícias e recebemos “quilos” de actualizações. Se há dez anos atrás, as pessoas que iam juntas no metro ou no comboio iam a conversar, hoje, vão sentadas com a cabeça inclinada para um telemóvel. Se antigamente ir ao cinema era um dia de festa porque significava uma saída com amigos, hoje em dia, é mais fácil ver um filme pirateado da Internet. Se há uns meros três anos, só era possível aceder à Internet de um computador fixo ligado a um modem, hoje, é possível aceder à Internet em qualquer lugar. Se há meia dúzia de anos, as conversas entre crianças do ensino básico se centravam em Barbies e pistas de carros, hoje, todas as conversas têm como tema o computador Magalhães. Há uns anos, as pessoas que se encontravam em apuros na rua eram socorridas por qualquer transeunte. Hoje, todos temem todos porque recebemos no e-mail avisos de pedófilos que andam à solta, raptores de crianças que andam por aí e assaltantes que colocam símbolos estranhos nos nossos carros. Se antes, ir de férias significava um desligamento do mundo do trabalho, hoje, é “obrigatório” levar um portátil com acesso à Internet para a praia.
Parece-me, pois, que apesar de ser mais fácil comunicar, as pessoas deterioraram a sua própria comunicação. Uma grande parte do dia do ser humano é passada em frente a um telemóvel ou a um computador. Na minha opinião, as pessoas vivem fechadas na sua própria bolha de isolamento pois têm medo de se dar a conhecer ao próximo se isso significar um contacto frente-a-frente. Tudo isto acontece porque, segundo me parece, toda a sociedade trabalha no sentido de tornar o ser humano numa espécie animal solitária. Senão vejamos: hoje, quem não sabe trabalhar em computadores é visto como um animal raro; hoje, quem não tem telemóvel é encarado como um anti-social; hoje, o teletrabalho tem vindo a ganhar destaque; hoje, as pessoas já não se encontram pessoalmente porque falar pela webcam é suficiente; hoje, é possível fazer compras pela Internet, evitando assim a socialização e, por fim, hoje, devido à ameaça da gripe A, há pessoas que evitam aproximar-se de outras pessoas.
Para concluir, resta-me acrescentar que toda esta evolução tecnológica e incentivo ao isolamento me assusta. O ser humano não pode esquecer que é um animal que nasceu para viver em sociedade!
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